
quarta-feira, 14 de março de 2012
sociedades secretas.

sábado, 3 de março de 2012
Maconha é um problema de segurança pública? É por conta da proibição, que colocou na mão da polícia uma questão que deveria ser resolvida apenas na esfera da saúde. E o que um policial entende de maconha? Que ele deve pegar o maconheiro, jogar dentro do camburão e levar para a delegacia. Assim, ele está cumprindo o seu papel de servir e proteger a sociedade. Será?
Tudo começou quando o leitor que contou essa história estava com sua namorada em um pico afastado da cidade em busca de paz e isolamento para queimar a erva proibida. O prensadinho era de alto nível e logo deixou os dois bem chapados. O que sobrou dava para bolar mais um fino, mas ele optou por guardar o flagrante dentro do dichavador para torrar mais tarde.
Na saída da estrada de terra que dava acesso ao local ele bateu de frente com cinco viaturas que pouco ou nenhum serviço prestava ao cidadão naquele momento. Parecia uma operação com o único objetivo de pegar os maconheiros que voltavam daquele famoso pico da marofa. E só!
E não deu outra! Ele foi obrigado a parar o carro e foi recebido com a clássica pergunta "tá vindo de onde e vai pra onde?" Ele respondeu que estava voltando do sítio de um amigo e o Tira mandou os dois descerem do carro para "dar um geral" no veículo.
Primeiro ele achou uma caixa de fósforo com a cinza do beck queimado há poucos minutos e logo em seguida encontrou o dichavador com flagrante que deixou a face do Guarda com um sorriso macabro. "Sobrou um pouquinho para eu ferrar com a sua vida", disse.
Nosso amigo já temia o pior quando policial responsável pela abordagem conversou com seu parceiro de farda (provavelmente o superior) e optou por encerrar a repressão ali mesmo, devolvendo o dichavador e o livreto de sedas. É a polícia percebendo que guerra às drogas é um desperdício para a própria polícia.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
pessoas que levarei comigo sempre....

É difícil encontrar as palavras certas para descrever todas as emoções vividas, as maravilhosas imagens de vida, os olhares, as cores e sabores, que eu gostaria de poder lembrar, os cheiros de cada lugar, as sensações vivenciadas e as reflexões feitas.
Muitas destas situações foram vivenciadas juntas e acredito que não existam palavras mais claras que nossos olhos e nossa pele para perceber tudo que foi vivido intensamente e para entender o quanto todos nós estávamos envolvidos pela mesma alegria de vivê-las. Acredito que para vocês não exista satisfação maior.
De minha parte, muito obrigado por tudo que vivenciei neste dias, obrigado pelas situações sempre diferentes, criadas ou improvisadas, sempre fortes e incrivelmente emocionantes.
Levo comigo os estupendos paraísos naturais vividos na solidão, as ondas do mar, o céu estrelado, as dunas branquíssimas, o vento no rosto. Mas levo comigo sobretudo todas as pessoas que tive a sorte de encontrar e viver através de vocês, das quais avidamente roubei e provei ensinamentos, pensamentos, sorrisos, hábitos, e entre as quais me senti bem, pois fui acolhido com muita simplicidade, serenidade e vontade de compartilhar.
Levo comigo a genialidade e sabedoria, as pessoas e as cores, Daniel com suas idéias e seu riso maléfico cara de menino ruin, as frases de musicas citados por jujux, as incríveis plenarias que surgiam em cada canto de grama verde, todos os barzinhos onde paramos para uma cerveja, todos os sorrisos e abraços e tudo aquilo que foi pura improvisação, pura vida.
Parti de Natal com duas certezas: a emoção da Alma, que já havia vivenciado tudo isso, pelo que estava para viver e a consciência de ter uns companheiros de viagem especial.
Volto para casa com as duas maravilhosas confirmações e com a serenidade da consciência de ter vivido momentos belíssimos.
Obrigado de coração.



