domingo, 25 de setembro de 2011

Ratos e insetos podem: professores não!


Nuvens negras de um Estado mórbido degeneram aviltantemente a figura mais nobre do processo educacional: o professor. Este elemento poderá ser julgado, preso e condenado se insistir em compartilhar da merenda distribuída nas escolas pelas entidades responsáveis.
Verdade, medida judicial não se discute, se cumpre. O governo agradece concomitantemente. O problema é do professor, ele que se vire. Não há o que reclamar.
O governo ostenta sua gestão, esclarecendo que está atendendo aos Princípios da Legalidade e da Eficiência do Serviço Público. Grande eloquência e exemplo de moralidade. Contudo, não sei se merece nossos aplausos.
Crianças que não chegam às escolas por falta de transporte escolar, estruturas físicas em ruinas, desabando sobre as cabeças de alunos, funcionários e professores, por falta de manutenção. Educadores estressados e desmotivados, salários aviltantes, desvios de recursos públicos por vias corruptivas, um caos que se generaliza, um torpedo que explode nas estruturas de uma educação decadente.
Exemplo de moralidade e eficiência dessa ideologia dogmática executada por legítimos representantes da classe trabalhadora.
Lotes de remédios vencidos ou não, encontrados nos lixões, toneladas de alimentos estragados, crianças passando fome, pessoas morrendo por falta destes mesmos medicamentos e a sociedade estarrecida e impotente diante deste descalabro administrativo governamental.
Além da queda, o coice. Professores impedidos de alimentar-se da merenda escolar. Cedo, às pressas, se levantam, café da manhã nem pensar, o tempo não espera, duas ou três escolas, varias conduções para ao destino chegar. Hora marcada, compromisso formalizado. Uma verdadeira proeza na execução de suas atividades pedagógicas em circunstâncias tão adversas.
Atitude impensada, inadmissível e irresponsável, negar ou impedir que o educador usufrua da alimentação escolar. Negar este benefício é imprimir um atestado de incompetência, desqualificar a valorização deste profissional é jogar a educação na lata do lixo.
O Estado e o Ministério Público têm coisas mais importantes para se preocuparem. Ofertar um pão ao professor que tanto colabora didática e pedagogicamente para o desenvolvimento cultural e intelectual da nação não pode ser considerado algo errado. Errado mesmo é esta atitude medíocre e mesquinha, incompreensível para homens e mulheres de bom senso.
Nos palácios e ministérios da vida todos se alimentam. Hora marcada, café pomposo, merenda excepcional, quem paga a conta? Sim, a lei 11.947 de 2009 foi feita por eles, não para eles, mas para nós. Sim, estes mesmos senhores que por nós passaram, que aqui estudaram, que os formamos para vida e aos quais, modéstia à parte, contribuímos para que se tornassem excelentes profissionais. É desta forma que eles nos agradecem. Sim, este é o reconhecimento.
Caros colegas professores. “Se vocês tremem de indignação perante uma injustiça no mundo, então somos companheiros” (Che Guevara).
Senhores representantes, governantes e magistrados, nós que aqui estamos, por vós esperamos.
“O maior prazer de um homem inteligente, é bancar o idiota diante de um idiota, que banca o inteligente” (Confúcio).
Severino Ramos de Araújo
Graduado em História pela UFRN
Prof° do Centro de Educ. de Jovens e Adultos Prof° Lia Campos
Natal- RN, 28 de agosto de 2011

DESAPARECIDO



Encontra-se Desaparecido, desde a tarde de ontem, por volta das 13h30, o Padre Jerônimo Leopodino de Medeiros Neto.
Padre Jerônimo é De Santa Luzia-PB, e atualmente, morava em Patos-PB.
Toda semana Padre jerônimo vinha a Santa Luzia visitar seus familiares e amigos.
Ontem, por volta das 13h30, ele saiu da casa de uma prima sua, no Centro de Santa Luzia, e desapareceu.
Conforme
informações chegadas a nossa reportagem, Padre Jerônimo, ainda foi
visto, por um motorista de Patos, também no período da tarde de ontem,
próximo ao posto de Dedé Jaime, caminhando na BR, indo em direção ao
hotel.
Ele estava de havaianas, calça e camisa (provavelmente calça de cor preta)
O fato já foi comunicado a polícia.
Familiares
e amigos pedem, encarecidamente a todos que possam fornecer alguma
informação, que leve ao paradeiro de Padre Jerônimo , que liguem para os
seguintes telefones:
(83) 3461-27-41 - Secretaria da Igreja
(83) 3461-2264 - Casa Paroquial
Pedimos
aos amigos parceiros, donos de Blogs e Sites, bem como, da mídia de um
modo geral, que propaguem a informação no intuito de localizar-mos Padre
jerônimo o mais rápido possível.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Prefeito de Caicó (RN) desviou donativos de desabrigados para hospital do irmão, diz MPF

O prefeito de Caicó (270 km de Natal), Rivaldo Costa (PL), conhecido como “Bibi Costa”, foi denunciado à Justiça pelo Mistério Público Federal (MPF), nesta terça-feira (26), acusado de desviar donativos destinados às vítimas das enchentes de 2008 para o hospital administrado pelo seu irmão.
Segundo a denúncia, mais de 900 itens de ajuda humanitária foram doados de forma irregular para o hospital, administrado por Vivaldo Silvino da Costa, que é deputado estadual pelo Rio Grande do Norte. A ação de improbidade administrativa contra o prefeito será analisada pela Justiça Federal. Rivaldo está em segundo mandato no município.
Segundo o MPF, o material foi doado em 2008 pela Secretaria Nacional de Defesa Civil Nacional e deveria ser destinado às famílias desabrigadas. Mas investigações apontam que o material foi repassado de forma irregular à Fundação Hospitalar Doutor Carlindo Dantas, conhecido por Hospital do Seridó.
A ação aponta que foram doados irregularmente colchões, mosquiteiros, cobertores, toalhas, travesseiros e lençóis que chegaram a Caicó após ser decretada Situação de Emergência no município. Em 2008, a cidade contabilizou prejuízos pelas chuvas que caíram na região do Seridó.
Segundo a denúncia do MPF, a prefeitura alegou que o material doado à fundação teria sobrado porque, após as chuvas, as famílias teriam se mudado e não foram encontradas mais.
O presidente da Comissão Municipal de Defesa de Caicó, Edno Lopes dos Santos, disse ao MPF que alguns dos objetos repassados pela Secretaria Federal foram doados à Fundação Doutor Carlindo Dantas porque o governo federal enviou com atraso a ajuda – somente em dezembro de 2008.
Santos afirmou ainda que mosquiteiros e travesseiros foram incinerados por estarem impróprios para uso devido ao tempo que ficaram à espera de serem doados.
A ação reforça que os procuradores federais ouviram algumas famílias vítimas das chuvas e elas contaram que nunca se mudaram do local onde moravam, alguns residem no mesmo imóvel há mais de 30 anos.
O MPF afirma que os depoimentos reforçam as evidências de que os desabrigados não receberam nenhum material encaminhado pelo governo federal nem ajuda municipal.
Até oito anos de suspensão política
A procuradora da República Clarisier Azevedo Cavalcante de Morais, que assina a ação, informou que o prefeito deve ser responsabilizado por não ter encaminhado o material para o destino correto.
“Descumprida tal imposição, revela-se inafastável a aplicação das penas de improbidade administrativa correspondentes. Assim, o envolvido na malversação dos bens públicos, seja na doação ou na deterioração, deve ser responsabilizado”, afirma, em nota.
Caso seja aceita a denúncia de improbidade, Rivaldo Costa deverá ressarcir o valor dos bens aos cofres públicos e poderá perder o cargo de prefeito. Costa também poderá ser condenado de cinco a oito anos de suspensão dos direitos políticos, além de pagar de multa civil e ficar proibido de contratar qualquer serviço com o poder público.
O UOL Notícias tentou contato com Rivaldo Costa por dois dias, nesta terça e quarta-feira, ligando para os telefones da prefeitura, da casa dele, além do telefone celular, mas ninguém atendeu às ligações.
A reportagem enviou ainda mensagem para o celular pessoal do prefeito, a qual não foi respondida. O UOL Notícias conversou com três pessoas ligadas ao governo municipal, mas elas não quiseram comentar o assunto.

domingo, 24 de julho de 2011

Amy Winehouse teria morrido de overdose de ecstasy; policia nega



Por FAMOSIDADES

RIO DE JANEIRO - Encontrada morta em seu apartamento no sábado (23), Amy Winehouse pode ter morrido de uma overdose de ecstasy. Segundo o jornal “Sunday Mirror”, a britânica teria misturado comprimidos da droga com uma grande quantidade de álcool. “Ela poderia cheirar cocaína até cansar, mas usar a pílula foi fatal para ela”, contou uma fonte.

Outra fonte da publicação disse que Amy pretendia não ficar em casa na noite de sexta-feira (22) para sábado (23) e afirmou que a diva do soul music abasteceu seu estoque de drogas horas antes de ser encontrada sem vida. “Amy estava com algum problema naquela noite. Nenhum de nós sabemos quem estava com ela em casa. O que eu sei é que Amy comprou cocaína com um traficante perto de casa.”

OPINIÃO: Amy, uma estrela que não aguentou seu brilho

Apesar do histórico de vícios da estrela, a polícia britânica disse que as especulações sobre o motivo do óbito da estrela são infundadas. Em um comunicado, as autoridades londrinas ressaltaram que a necrópsia ainda não foi realizada, o que deve ocorrer neste domingo (24). “Estou ciente das informações que sugerem que sua morte é consequência de uma overdose de droga, mas quero destacar que é impróprio especular sobre a causa do falecimento”, alertou Raj Kohli, superintendente da polícia local.

Segundo Kohli, Amy foi encontrada morta em sua casa. "A polícia foi chamada pelo serviço de emergência de Londres para o endereço na Camden Square pouco depois das 16h05 [horário local], seguindo relatos de que uma mulher foi achada desacordada", dizia uma nota da corporação.

Mas segundo o site "TMZ", a estrela ainda estaria viva quando a equipe de socorro chegou a sua casa. Os paramédicos teriam encontrado sinais vitais na britânica, mas não houve tempo suficiente para que a estrela fosse transferida para um hospital.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Sinte responde à Rosalba Ciarlini

A governadora afirmou que está estarrecida com os sindicalistas por não terem orientado a categoria a acatar a ordem do Tribunal de Justiça para o retorno imediato ao trabalho. Se ela está estarrecida o que dirão os trabalhadores em educação que assistem a um festival de desobediência às Leis por parte do governo?

A começar pela Lei do Piso Salarial que vem sendo pisoteada pelo governo desde o dia 06 de abril. A governadora deve a todos os professores 20 horas semanais de trabalho. Ao final do mês, são 80 horas de trabalho em sala de aula. E agora quem descumpre a Lei?

Tem mais: a Lei 432/2010, da implementação de sua tabela salarial que será implantada só em dezembro? A Lei diz outra coisa. Diz que seria até setembro. Cadê o pagamento da carga suplementar e dos contratados que não está em dia?

Os trabalhadores em educação não arredam pé de lutar pelos seus direitos, nem de denunciar a situação caótica em que se encontra a escola pública estadual. Estamos falando do direto dos profissionais que se estende aos alunos e alunas.

Os argumentos de Rosalba não se sustentam em nenhum aspecto. No que se refere as condições gerais do ensino no estado, basta fazer alguns questionamentos à luz da realidade para se verificar que a situação da educação estadual beira o colapso: a reforma do Floriano Cavanti atrasou suas aulas em dois meses. Por que tendo o governo mais de 40 dias para o início das em fevereiro e não providenciou professor para assumir as salas de aula?

Por que cessou a convocação dos professores selecionados em 2010 para assumir as salas de aula? Por que vem retardando a realização do concurso público?

Se fossemos elencar as condições de precariedade das escolas certamente teríamos que escrever um livro. Mas, podemos sintetizar dizendo: "Se o Atheneu - o mais antigo Liceu do Brasil - está abandonado imagine o resto... e tem resto?

Será que a governadora já parou para pensar que não vai barrar a insatisfação dos profissionais? Será que o governo está refletindo que neste momento pode-se negociar uma política que vai deixar fora do cenário de 2012 a possibilidade de greve?

O que os trabalhadores em educação exigem é uma política para a educação e de um ensino de qualidade e não do faz de conta que a governadora quer instituir neste momento.

Fonte: Fátima Cardoso / Sinte-RN

Com licença, eu também vou à luta...

ENGRAÇADO, o Ministério Público recomendou à secretária de educação do Estado, Betânia Ramalho, “a instauração de processo administrativo disciplinar contra os servidores que inviabilizem a prestação de serviço educacional”. Devia, também, condenar o estado pelas péssimas condições das escolas públicas.

Não bastasse o difícil exercício da profissão, que inclui longas jornadas em salas de aula superlotadas, os trabalhadores em educação ainda são criminalizados. Além das graves doenças da profissão, como enfermidades vocais, LER/Dort, síndrome de bernout ou estresse crônico. Essa é uma realidade vivida pelos educadores que o poder público e a grande imprensa não quer ver. Fingem não saber ou fazem questão de esconder.

A greve é um direito garantido pela Constituição Federal do Brasil que os trabalhadores têm para enfrentar governantes autoritários e insensíveis à dura realidade de quem depende de salários miseráveis. Portanto, secretária de educação e Ministério Público, fazer greve não é cometer crime.

Descontar dia de trabalho de quem luta por uma educação de qualidade e salário digno , isso sim, é ilegal, imoral.

A lei, ora a lei... E os dias de aula que não são cumpridos devido a falta de professores e as condições precárias das escolas públicas? Quem vai pagar por isso? A greve não tem culpa do ensino brasileiro ser um dos piores do mundo.

Então, não adianta criminalizar trabalhadores para poupar os verdadeiros culpados das péssimas notas atribuídas ao ensino brasileiro.

Os trabalhadores da rede pública estadual de ensino no Rio Grande do Norte merecem todo o resp eito. Afinal, lutar não é crime. Por isso, numa decisão corajosa, a assembleia dos trabalhadores em educação realizada nesta quinta-feira (14/7), na Escola Estadual Winston Churchill, decidiu continuar a greve, mesmo sob as ameaças dos poderes executivo e judiciário. Com licença, eu também vou à luta...

A próxima assembleia está marcada para a próxima sexta-feira, dia 22.

Fonte: Rogério Marques / Foque

quarta-feira, 13 de julho de 2011

SINTE-RN reaje a pedido de ilegalidade da greve da educação

Depois de semanas de silêncio absoluto, o Governo se manifestou. Na tarde desta sexta-feira(01) a direção do Sinte recebeu notificação da Justiça, informando do pedido de ilegalidade da greve através de ação judicial.
Para a coordenadora do Sinte-RN, Fátima Cardoso, a medida demonstra a falta de vontade de negociar e a intenção de ignorar a educação do nosso do estado. “Estamos profundamente indignadas com esse ato de desrespeito a luta em defesa da educação pública. Mas não será esta medida que irá inibir a luta da categoria e a ação deste Sindicato” assegura a Coordenadora Geral do Sinte Fátima Cardoso.
O também coordenador geral José Teixeira reforça a indignação da diretoria e explica que a medida será discutida com a categoria em assembleia nesta sexta-feira no Churchill às 8h e 30 minutos. “Vamos nos defender judicialmente e ir ao ataque politicamente, denunciando mais esse desrespeito”, esclarece Teixeira.
Já o coordenador Rômulo Arnaud, comenta que a medida não surpreende já que quando prefeita de Mossoró a hoje governadora não escondeu seu autoritarismo. “É um ataque frontal ao nosso direito de lutar por nossos direitos. Mas acho que a governadora está dando um tiro no próprio pé. Seu governo já detém 59% de rejeição, esse tipo de medida só irá piorar esse quadro”, prevê Rômulo.